29 Janeiro, 2009

LEITURAS PARA O ESPÍRITO

Vários de vós me pedem regularmente que eu lhes indique leituras quepossam contribuir para o crescimento e entendimento da vida igual a espírito.

Não é fácil fazer uma indicação geral, porque cada pessoa ouve e interpreta de formas diferentes o que lê e uma experiência de iluminação para mim pode ser para vós o maior tédio e vice-versa.

Houve livros que em tempos pareciam ser escritos noutra língua e rejeitei muitas vezes algumas leituras devido apenas a um parágrafo que entrava em desacordo com o meu pensamento. Até para um livro existe um tempo certo.

Com o tempo tornei-me mais flexível, aprendi a ler as mensagens e a escolher os livros ou a reler parágrafos de acordo com a minha intuição. Ressalvo que falo de uma intuição objectiva, ou seja, pedindo aos mestres de luz que me dêem indicações e respostas a determinados assuntos. Muitas vezes as respostas vêem directamente, mas obviamente que agradeço e valorizo todo o trabalho que outros tiveram e as mensagens que receberam. Aliás, nunca me passa pela cabeça que sou alguma ave rara. Tenho em conta nas leituras o contexto histórico, a cultura inerente a cada escritor e toda a subjectividade que delineia a nossa forma de estar para com a vida, mas procuro encontrar nessa amalgama o sentido do espírito, o ponto comum, aquilo que naquele momento é importante para o meu percurso.

Tudo isto para chegar a um determinado livro que me puxou para si como o Sol na Primavera. Há uns anos atrás quando a minha mãe adquiriu um grupo de 4 livros de Mark e Elizabeth Prophet sobre "Os EnsinamentosOcultos de Jesus" tentei lê-los na esperança de poder retirar-lhes um sumo que saciasse a minha sede. Deparei-me naquilo que senti como uma linguagem pesada, enfadonha, acentuada por um pró-americanismo demasiado acentuado e autista para a minha sensibilidade humanista/europeia que, confesso, ainda hoje, tenho alguma dificuldade em diluir.

No entanto fui lendo estes e outros autores, fazendo vários exercícios de origens diversas, aprendendo a meditar e a encontrar-me mais amiúde comigo mesma e com os queridos professores e mestres do espírito. O livro de que vos falo hoje, é o quarto da série que referi e tem o subtítulo "Descobrindo o Deus Interior". Ao desfolhá-lo percebi quepassei meses de uma determinada fase da minha vida a fazer exactamenteos decretos da chama violeta que lá encontrei e lembro-me ainda hoje que foram eles que me mantiveram firme na minha senda e me permitiram trabalhar na Luz quando ainda não tinha maturado e fortalecido o meu tubo de Luz (claro que continua a precisar de manutenção e vigíliadiárias mas hoje é mais fácil fazê-lo porque é um processo maisconsciente).

Dei comigo a ler vários capítulos que me deram respostas valiosas a preocupações minhas e de outros que me estão próximos.

Quando hoje vos falo, por e-mail ou numa meditação, num curso ou numaconversa, falo-vos principalmente do meu percurso e tentotransmitir-vos, através da minha experiência passada e permanentementeem acção o que aprendi e aprendo com todos os exercícios, orações, meditações e canalizações (com os deslizes típicos destas coisas damatéria).

Partilho agora convosco esta leitura e transcrevo alguns parágrafos que achei caírem que nem uma luva neste mês difícil de dois eclipses em duas luas muito fortes (lua nova dia 26 de Janeiro e Lua Cheia dia9 de Fevereiro). Esta lua nova que passou deixou muita gente em baixo de forma, coisas que pensavam que estavam arrumadas e bem recalcadinhas surgiram nas nossas mentes, em sonhos, ou de outras formas, até fisicamente se manifestaram, enfim…

Mas vejam o lado bom destas Luas. A Lua Nova trouxe para fora e a Lua crescente que se iniciou ontem vai trazer na mesma proporção o crescimento e a resolução.

Por isso este é o momento de agir com amore fé curando velhas feridas.


Então cá vai, UM GRANDE ABRAÇO FRATERNO e mais uma vez a mensagem é:TOMEM O CONTROLE DA VOSSA VIDA ATRAVÉS DO AMOR E DA FÉ


Capitulo "A chama violeta para a realização divina"



(…) Libertar-se das tensões e das responsabilidades da rotina diária e fazer com que a mente interna assuma o controle enquanto a mente externa descansa e se restabelece é um ritual de recriação necessário.(…) no estado de vigília não é saudável divagarmos constantemente; isto pode até ser perigoso, como uma forma de evitar decisões e de canalizar as forças para uma autodeterminação consciente (…)

Tal divagação, ao evitar enfrentar o teste do momento, desperdiça as oportunidades que a vida oferece, desvia a atenção da alma da prerrogativa máxima do Ser, que é ser consciente.

Precisamos, portanto, ficar atentos à indisciplina mental que produz estagnação espiritual e estupidez mental, quando não exercitamos a autoridade divinamente concedida sobre a mente – a nossa maior dádiva…O estado de focalização permanente na Mente de Deus é o marco do verdadeiro Mestre da Sabedoria e, quando isto é acompanhado da integração total ao flamejante coração do Amor, o resultado é a força da acção magistral compassiva. Esta é a diferença entre os indivíduos voltados para Deus e os que, ao distraírem a si mesmos e aos outros, tornam-se vítimas da vida.(…)

O progresso é a herança natural do Homem que pode, se assim o desejar,assumir o controle sobre o mundo e sobre si mesmo.

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